Campanha 18 de Maio – Dia Nacional de Combate à Exploração e Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes

Em 18 de maio de 1973 aconteceu em Vitória (ES), um caso de violência sexual e assassinato de uma criança de oito anos de idade (Araceli Cabrera Sánchez Crespo). Os réus foram identificados, mas após […]

19 de maio de 2023 4:01 pm Destaque

Em 18 de maio de 1973 aconteceu em Vitória (ES), um caso de violência sexual e assassinato de uma criança de oito anos de idade (Araceli Cabrera Sánchez Crespo). Os réus foram identificados, mas após décadas na justiça, nos anos 90 foram absolvidos em 2ª instância por falta de provas e o crime foi arquivado e segue impune até hoje.

Devido a esse caso uma grande mobilização da sociedade, juntamente com entidades locais fez surgir a ideia da criação do Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual e Comercial de Crianças e Adolescentes.


Em 2000 a data se tornou oficial no Brasil por meio da Lei Federal (nº 9970/00). Desde então o mês de Maio passou a ser conhecido como o mês de enfrentamento e prevenção ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, não apenas pela sociedade civil, mas também pelas Coordenadorias Estaduais da Infância e Juventude de todo o país.


Em 2009, surgiu o símbolo da flor na campanha anual. O símbolo representou uma lembrança dos desenhos da primeira infância, além de associar o cuidado com uma flor com o de uma criança. O desenho também teve como objetivo proporcionar maior proximidade e identificação junto à sociedade com a causa. Porém, o que era para ser apenas uma campanha se tornou o símbolo da causa.


A partir de 2010 se notou a utilização do símbolo, de maneira massiva, em ações pelos estados e municípios brasileiros, de forma gradual, voluntária e descentralizada.


Surge então a Campanha Faça Bonito – Proteja Nossas Crianças e Adolescentes, que tem como objetivo mostrar à sociedade que isso é compromisso coletivo, cuidar para que a população infanto-juvenil tenha uma vida plena e com a garantia do direito ao desenvolvimento sexual saudável, sem violência.

A frase tem a intenção de chamar a sociedade para assumir a responsabilidade de prevenir e enfrentar o problema da violência sexual praticada contra crianças e adolescentes no Brasil.

Em Agosto de 2022, a campanha “Maio Laranja” foi instituída por lei (nº 14.432), uma norma que estabelece que ações efetivas sejam realizadas neste período do ano para o combate ao abuso infantojuvenil. Um dos seus objetivos é trazer à tona mais informações para a população e chamar a atenção para esse assunto, tudo para destacar a importância de promover uma cultura de denúncia de casos.

Dentre as organizações da sociedade civil que fazem parte dessa luta, especialmente durante o “Maio Laranja”, a Childhood Brasil prepara uma série de banners virtuais no mês de maio, em sua página do facebook e site: https://www.childhood.org.br/ e http://www.facebook.com/childhood.brasil
são voltados para o enfrentamento do abuso e exploração sexual infantojuvenil.

“Temos que refletir sobre o crime bárbaro que aconteceu há vinte anos, mas de uma forma propositiva, provocando a sociedade para se mobilizar em torno do assunto. Buscamos trabalhar nossas campanhas e materiais de comunicação evitando o choque e a comunicação violenta, pois queremos uma infância livre e protegida, em que crianças tenham oportunidades, futuro, direito a brincadeiras e sonhos”, diz Erika Kobayashi, Coordenadora de Programas da Childhood Brasil.


Apenas 10% dos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes são denunciados no Brasil. Em 2021, por exemplo, o Disque 100 e o Ligue 180 registraram cerca de 102 mil denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes. Considerando que apenas 10% dos casos são denunciados, não é
exagero dizer que a realidade brasileira provavelmente ultrapassa 1 milhão de casos por ano.


Para contribuir com a mudança dessa realidade não denunciada, a Childhood Brasil lançou uma nova campanha de conscientização sobre a causa – #CadêOs90. Para trazer à tona esse cenário brasileiro e reforçar a necessidade da denúncia anônima, expondo a dificuldade da análise do problema no Brasil pela falta de dados e pela cultura de proteção do abusador, o que dificulta o aumento de denúncia de casos e a aplicação de leis, programas e projetos focados no enfrentamento do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes.


É papel de toda a sociedade proteger crianças e adolescentes contra qualquer tipo de violência, incluindo a violência sexual. Em caso de qualquer suspeita de uma situação de violência sexual de crianças e adolescentes, denuncie anonimamente pelo Disque 100, Ligue 180 ou pelo aplicativo SABE.

A aluna Camila Paes Marques Vieira, do curso técnico de RH, que faz parte do grupo Lokas M.C. – Divisão Votorantim em conjunto com a ETEC Armando Pannunzio realizou nos dias 16 e 17/05/2023 atividades para comporem a campanha, que pode ser vista por meio das fotos e vídeos abaixo:

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